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I. CONCEITO

O termo homeopatia vem do grego "homoios-pathos" (sofrimento semelhante) e designa a doutrina que prega a cura de doenças pela administração de substâncias que, aplicadas num indivíduo são, geram sofrimento semelhante ao do paciente.

O medicamento aplicado num indivíduo são causará artificialmente uma doença. Quanto mais semelhantes forem os sintomas do paciente, realmente doente, com os sintomas causados por esta substância, maior a eficácia deste medicamento para a cura deste doente. Por exemplo, a ingestão de café pode causar insônia. Logo, se um paciente tem um problema de insônia, um remédio de café deveria curá-lo.

II. DOUTRINA HOMEOPÁTICA

2.1. O igual cura o igual

Este é o principal ponto da doutrina homeopática ("Similia similibus curantur").

Hahnemann quis justificar este princípio através de sua famosa experiência com o quinino.

Tomando por vários dias 4 dracmas (14 gr) de quinina, 2 vezes ao dia, ele experimentou sensações de palpitação, pulso rápido e difícil, ansiedade, prostração, rubor facial e sede. Assim, ele quis explicar que a quinina teria efeitos febris num indivíduo são e pela similia similibus curantur, a quinina administrada a pessoas com febre teria o efeito de cura.

O que se observa na realidade:

"Desde que a quinina tem sido tomada por pessoas e aplicada em animais, através das mais variadas formas, sem ter jamais produzido febre, ao contrário, tem sido demonstrado com absoluta certeza uma queda de temperatura. Os homeopatas de hoje devem ser assim, inventar um outro argumento para estabelecer a quinina como remédio em acordo com o princípio do similia similibus" (Prof. Behring - 1898 em Haehl, pg.38).

Vale realçar que no século XVIII o conceito de febre era muito vago, sendo o sinal patognômico da febre, para Hahnemann, o pulso rápido, rubor facial, sede, entre outros; sintomas tanto da hipertermia (febre) como da hipotermia (baixa temperatura).

2.2. Experimentação em pessoas sãs

Conforme o princípio da "similia", é necessário testar as substâncias medicamentosas em pessoas sãs para saber receitar a substância que causa os sintomas mais semelhantes ao do doente. "... Pode-se sobrepor à doença a ser tratada, em particular se for crônica, o remédio que é capaz de estimular uma outra doença artificialmente produzida, a mais semelhante possível, e a anterior será curada - similia simillibus" (Hahnemann em Lafetá, 1989, pg. 133).

2.3. Doenças crônicas

Visto que os medicamentos homeopáticos não curavam uma série de doenças, Hahnemann declarou que existiam 2 tipos de doenças: as agudas e as crônicas.

Por esta teoria, que gerou muita polêmica entre os homeopatas da época, as doenças crônicas seriam devidas a um "miasma crônico", contra o qual a força vital não reúne forças para eliminar.

Hahnemann, 18 anos após a publicação do Organon, passou a encontrar uma causa única, realmente fundamental para todas as doenças. Em 80 parágrafos, Hahnemann acaba dizendo que aproximadamente 7/8 de todas as doenças têm sua causa no miasma psórico, o pior miasma crônico) (Lafetá pg 157).

"...A cura das grandes doenças crônicas de dez, vinte, trinta anos ou mais de duração, pode ser muito demorada ou impossível se tiverem sido mal conduzidas por um excesso de tratamentos alopáticos..."(Hahnemann "Tratamento das moléstias Crônicas" em Barollo pg 60).